Que bicho é esse que apareceu?!

Que bicho é esse que apareceu?!

É sempre recomendado observar diariamente a sua planta. Aquela conferida básica, uma piscadela e vida que segue. Essa rotina faz com que você conheça as características da planta e, caso algo esteja diferente, há tempo para reagir. Insetos e ácaros que atuam nas folhas, hastes, raízes e frutos são considerados pragas por sugar a seiva ou se alimentar das partes da planta. São insetos e ácaros, não alienígenas. Sem pânico, está tudo sob controle!

Lagarta Rosca:

Corta as hastes das plantas novas rente ao solo.

É escura, mede de 3 a 5 centímetros de comprimento e se esconde na terra durante o dia perto das plantas cortadas

Lagarta das Folhas:

Come folhas, tem cor esverdeada, podendo apresentar listas pretas no dorso.

Mede de 3 a 5 centímetros de comprimento e se esconde pelas folhas.

Pulgão:

Provoca o engruvinhamento das folhas novas e transmite doenças causadas por vírus. São pequenos insetos esverdeados ou pretos que vivem em colônias nas folhas ou brotações novas.  

Àcaros:

Causam o descoloramento dasfolhas.

São pragas minúsculas, quase invisíveis a olho nu, que vivem em colônias debaixo das folhas novas.

Vaqunha:

Come folhas.

São pequenos besouros de cores variadas, principalmente alaranjados ou verdes com manchas amarelas.

Tripes:

Pequenos insetos quase invisíveis a olho nu.

Vivem em colônias nas folhas novas ou nos locais mais escondidos.

Esses danadinhos podem aparecer ao longo do cultivo, mas não se preocupe, uma forma bastante simples e funcional para controle dessas pragas é a catação manual, isso mesmo, eliminando manualmente as partes onde se encontram. Ao longo dos próximos envios te ensinaremos truques que vão evitar a chegada inesperada deles. Vai dar tudo certo, pode ficar tranquilo! 😉
O que são hortaliças?

O que são hortaliças?

Hortaliças são plantas alimentares com alto teor de vitaminas e sais minerais, que dividem-se em:

Hortaliças-folhosas

Acelga, agrião, alface, almeirão, alho-poró, cebolinha, coentro, couve, couve-chinesa, chicória, espinafre, repolho, rúcula e salsa.

Hortaliças-frutas

Abóbora, abobrinha, berinjela, chuchu, jiló, maxixe, melancia, melão, morango, pimenta, pimentão, pepino, quiabo e tomate.

Hortaliças-raízes

Batata-doce, beterraba, cará, cenoura, nabo e rabanetea.

Hortaliças-bulbo

Alho e cebola

Hortaliças-flores

Alcachofra, brócolis e couve-flor

Hortaliças-legumes

Ervilha, fava e feijão-vagem.

Hortaliça-tubérculo

Batata.

Hortaliças-haste

Aspargo e salsão.


E já imaginou sair na varanda do seu apartamento ou dar uma espiada naquela janela bonita da cozinha e conferir alguns Kits Minhorta brotando esses diversos tipos de hortaliça? Aquela sensação de que foi você mesmo quem organizou o berçário, cuidou das regas, protegeu do sol forte numa tarde de verão e está mais do que preparado para colher um alimento pleno de vitaminas e sais minerais sem ação de nenhum fertilizante químico?

Abriu um sorriso aí, não abriu?

A gente sabe.

É uma experiência única, uma sensação singular, um orgulho pessoal.
Estamos aqui para isso!

Queremos nos tornar o seu clube preferido!

E aí, alguém arrisca um palpite sobre a próxima seleção de sementes?

O Math

O Math

Aceitei o desafio de passar uma temporada fora e, quando percebi, estava do outro lado do Atlântico, estudando Enginyeria Mecatrònica e dividindo apartamento com 3 meninas.

Eu nunca tinha mexido com terra. Nunca mesmo.  Até sabia de onde vinham os vegetais, mas não se engane: eu era o carinha de exatas, dos cálculos e o mais próximo que tinha chego de hortas ou de botânica foi quando acertei uma questão sobre briófitas no vestibular. Só.

Math

CTO, Minhorta

Foi então que lá pela metade de 2015, com a grana cada vez mais curta, comecei a pensar em soluções para economizar. E uma delas era replantar cebolinha e alho poró, que sempre comprava para temperar o arroz. Mas eu não sabia como fazer isso. Mesmo parecendo lógico cortar a raiz e enterrá-la em uma porção de terra em algum vaso, optei por garimpar na internet cursos online (e gratuitos!) sobre hortas em casa.

Encontrei um curso da USP, de 30 horas, que devo ter feito em uma tarde. Descobri que as garrafas PET e as caixas de leite poderiam servir como vasos. E comprei um pouco de terra preparada numa venda próximo de casa. Foi aí que tudo começou.

A sensação de começar algo novo me deixou serelepe. A partir daquele momento toda moeda que sobrava no bolso era reservada para compra de sementes, mudas na feira de Sábado e terra preparada. Coincidência, destino ou só curiosidade (julgue como quiser!) comecei a ler Perdido em Marte, parte por ser um admirador nada secreto do planeta vermelho e parte por ler alguma coisa nova que não fosse Cálculo Discreto ou Eletrônica Analógica. E, pasmem, há um trecho no livro (e no filme, aposto que vocês já assistiram!) em que o Watney planta batatas em solo marciano. E por ser o primeiro a realizar tal proeza, pelas leis marítimas e etc e tal, ele é tido como o colonizador de Marte. “Ok”, pensei, “vou plantar batatas também!”. E o fiz. Batatas costumam ser fáceis de plantar e, para quem tem fome e poucos euros, é batata no café da manhã, batata no almoço e batata na janta! Sem contar que há mais combinações possíveis em “modos de preparo de batatas” do que a matemática pode calcular. Juro.

É um tal de batata frita, assada, crua, cozida, queimada, com casca, sem casca…

Foi nessa colheita de batatinhas que eu me auto-declarei O Colonizador da Varanda do Meu Apartamento Alugado. Não tive festa, não apareci no jornal, mas mesmo assim foi incrível.

E eu já estava muito empolgado. Consegui umas madeiras que estavam jogadas na rua (e provavelmente vinham da armação de alguma coisa grande) e montei uma bancadinha simples, madeira e abraçadeiras, nada mais. Achei um cone na rua, também jogado, e levei para casa o pobre coitado (sim, eu sei que você deve estar pensando em outro verbo para substituir o “achei”, mas confesso que não houve delito, foi um achado em termos legais para a comunidade européia e para minha consciência!). Pedi para as minhas companheiras de apartamento que não jogassem as caixas de leite fora e, em pouco tempo, a metade da varanda tinha sido tomada por uma invasão de vegetais: batata, cenoura, rúcula, tomate, couve, cebolinha, alho poró, salsinha, alface, brócolis e até uva!

E o que começou por acaso, numa tarde qualquer, se transformou na minha “lavoura” e a cada manhã era ao lado dela que eu tomava meu café e observava os gatinhos no telhado. As meninas faziam saladas, os vizinhos pediam um pedaço de cebolinha, eu cheguei a dar tomates de presente porque eram mais de 20 pés recheados de tomatinhos!

No começo do inverno recebi a visita da minha mãe que, com muita energia e satisfação, ajudou a criar uma pequena estufa para protegermos nossa lavoura do frio intenso. E funcionou maravilhosamente.

No final do ano, a Heloisa, que é irmã de uma das meninas que morou comigo, foi também para Vic e conheceu a lavoura. Trocamos, depois disso, algumas ideias e eu soube que ela começou uma hortinha quando voltou para Curitiba e que estava muito empolgada com a iniciativa.

Quando, por fim, retornei em Fevereiro de 2017, fui conversar com a Helo sobre uma possível ideia de espalhar aquela sensação tão gostosa que tive e perguntar se ela também pensava o mesmo sobre a sua horta. E nessa mesma época tomei um café com o Zé e conversamos sobre começar algum novo empreendimento.

Eu aceitei o desafio de iniciar algo novo e, quando percebi, estava – de novo – do outro lado do Atlântico, estudando hortaliças e discutindo sobre formas de plantar batatas com vários entusiastas de hortas.

Ali, meio sem querer, nascia o Minhorta…